Na tarde do último sábado, 31 de maio, Porto Alegre foi palco de uma manifestação em memória aos 77 anos da Nakba, termo árabe que significa “catástrofe” e que remete à expulsão forçada de mais de 700 mil palestinos de suas terras em 1948, durante a criação do Estado de Israel.
Convocado pela Frente Palestina Gaúcha (FEPAL), o ato teve início em frente à Fundação Iberê Camargo, um dos pontos culturais mais emblemáticos da cidade. Com faixas, cartazes, bandeiras da Palestina e palavras de ordem, manifestantes se reuniram em solidariedade ao povo palestino, denunciando décadas de ocupação, apartheid e violações de direitos humanos por parte do Estado de Israel.
A mobilização contou com a participação da Juventude Socialista Ocupe e das Mulheres do Fortalecer o PSOL, que em suas intervenções ao microfone reforçaram o caráter anticolonial, feminista e internacionalista da manifestação. As falas destacaram a importância de manter viva a memória da Nakba e de pressionar por justiça para o povo palestino, especialmente diante da escalada de violência e dos ataques à Faixa de Gaza nos últimos anos, que ocorre com a anuência do governo brasileiro que ainda mantém e permite a exportação de insumos para a indústria bélica israelense, reforçando a necessidade de fortalecer o movimento global de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel.
Após a concentração inicial, o ato seguiu em caminhada até uma unidade da rede de supermercados Carrefour, empresa que apoia economicamente ocupações israelenses em território palestino sem qualquer pudor. Dentro do estabelecimento, realizou-se uma intervenção simbólica, denunciando o envolvimento de empresas multinacionais no financiamento e sustentação da ocupação e do apartheid israelense, com bonecos mimetizando e representando as crianças assassinadas pelo regime genocidade de Netanyahu.
O ato do dia 31 de maio soma-se às inúmeras mobilizações internacionais que marcam o mês de memória da Nakba, evidenciando que a solidariedade ao povo palestino segue firme e crescente também no Brasil.










